Categoria: Artigos
Data: 06/01/2026
“Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo.” (Provérbios 3.27)
A parábola do Bom Samaritano é uma ilustração eloquente do texto em destaque. Tanto o sacerdote quanto o levita viram um homem semimorto caído à beira do caminho e passaram sem se incomodar. Agiram com criminosa indiferença. Pensaram mais na própria segurança e no seu bem-estar do que em socorrer o necessitado. Tinham oportunidade de fazer o bem e não o fizeram. A omissão e a indiferença são ações reprováveis. São a apostasia do amor, o divórcio da misericórdia, a morte da sensibilidade.
A prática do bem não pode ser postergada se está em nossas mãos o poder de realizá-la imediatamente. Não podemos despedir o nu sem roupa se temos como cobrir sua nudez. Não podemos despedir vazio o faminto se temos em nossa despensa abundância de pão. Não podemos falar ao próximo: “Volte amanhã” se podemos socorrê-lo no exato momento de sua necessidade. Quem ama tem pressa em socorrer a pessoa amada. Quem ama não adia a solução de um problema que é colocado em suas mãos.
Delegar a solução de um problema a outrem, tendo nós a oportunidade de resolvê-lo, é consumada desumanidade. Deixar de ajudar alguém, tendo nós a chance e os recursos para atendê-lo, é negar o amor. O bem precisa ser praticado e praticado sem tardança. Você tem sido uma pessoa pronta a socorrer seu próximo?